Terça, 14 Janeiro 2020 08:02

Semusa capacita profissionais para manuseio/instalação de armadilhas para controle do Aedes Aegypti

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      A Prefeitura do Município de Buritis, juntamente com a  Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), através do Departamento de Divisão de Endemias, realizou nesta segunda feira, 13 de Janeiro de 2020, um treinamento sobre o Projeto de instalação e manuseio de armadilhas de ovos do mosquito Aedes aegypti para profissionais de Vigilância em Saúde (Endemias, Epidemiologia, Vigilância Sanitária e Zoonoses). As armadilhas, chamadas Ovitrampas, começaram a ser instaladas no mesmo dias pelos Agentes de Endemias, pelo qual será instalada em todos os bairros do município de Buritis.

Por meio das armadilhas, será possível detectar os índices de infestação do Aedes, além de reduzir o número da população do vetor em cada setor. Para a montagem de cada Ovitrampa, foram utilizados uns recipientes escuros palhetas cautex cortados nas dimensões de 2,5 cm por 10 cm (que serão utilizadas para a postura de ovos das fêmeas do mosquito), levedo de cerveja (que funcionará como atrativo para as fêmeas), caixas de isopor para o transporte das palhetas encaminhadas para análise, entre outros. O manuseio será feito pelos agentes que atuam no controle da dengue no município, em parceria com o Laboratório Central (LACEN) que realizará a contagem e a análise de positividade dos ovos.

As Ovitrampas são o método mais sensível, específico e barato para monitorar a população do mosquito Aedes aegypti. Elas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, os profissionais de saúde inserem uma palheta de madeira, que facilita que a fêmea do Aedes coloque ovos. Dentro do recipiente, é colocado um líquido que funciona como atrativo para a fêmea do mosquito. Dessa forma, os vigilantes conseguem observar de maneira mais rápida e eficiente a quantidade de mosquitos naquela região e aceleram as ações de combate. A armadilha é retirada após sete dias da sua instalação e a partir dos dados recolhidos, a Secretaria de Saúde consegue definir com mais exatidão quais regiões precisam de ações contra o mosquito com mais urgência.

A coordenadora de Endemias de Buritis, Regina Medeira, responsável pelo Projeto em execução, ressaltou que os resultados obtidos por meio do método irão orientar o trabalho realizado no município. “A Ovitrampa irá nos ajudar a identificar onde está tendo a infestação. Se em uma armadilha tiver muitos ovos do mosquito, quer dizer que ali, naquele bairro, está tendo muitos mosquitos. Então, acaba sendo importantes essas armadilhas, porque nos orientam a fazer nossas ações de modo mais direcionado, em determinados locais com maior incidência, com ações mais direcionadas como palestras, trabalho intersetorial, mutirões, além de poder passar para a população daqueles locais a situação atual e a necessidade de ficar atenta para combater a doença”. Ressaltou!.


Abraão Sousa - DECOM
Prefeitura de Buritis.
Trabalhando com Seriedade e Eficiência.